Escritores sem crítica julgaram ser Cayo Varzinio (dizem uns ser este Cayo o que acompanhou à Galiza o corpo do Apóstolo S. Tiago, outros o negam com mais sólidas razões), o fundador da Vila, porém esta opinião é destituída de fundamento. Não consta de algum documento histórico a data precisa em que se lhe deu o nome de Varzim, o que se não pode contestar é, que já no tempo de El-Rei D. Dinis se chamava Varazim de Jusão, o que se vê claramente em duas cartas deste monarca - estas cartas em 1850 existiam no arquivo do Convento de Santa Clara de Vila do Conde e são datadas de 3 de Janeiro de 1305 - e desde então não nos consta ter sido alterado por ordem expressa de nenhuma autoridade e nem ninguém o contesta.
A PÓVOA DE VARZIM é uma cidade milenária. A sua existência está assinalada em documento de 26 de Março de 953 - carta de venda de «Villa de Comite» e de «Villa Quintanella» feita por Flamula Deo-Vota ao Mosteiro de Guimarães, na qual se refere «Villa EURACINI», futura «PÓVOA DE VARZIM».
Por foral do Rei D. Dinis de 1308, foi concedida «graça e mercê aos habitantes do regaengo de «Varazim de Jusão» - 54 chefes de família, alguns com apelidos ainda hoje usados - para que estes fizessem uma «pobra» sob condições de serem pagos ao Rei e a todos os seus sucessores, 250 libras anuais, pelos seus direitos.
Em 1514 os moradores da «poboa» obtiveram do Rei D. Manuel I um «novo foral», a verdadeira carta de alforria.
A «pequena bailya da poboa noua de Varzim» foi incorporada na Coroa e anexada à Comarca do Porto em 1537 e a partir dos princípios do Séc. XVIII, por acção do Corregedor Almada, ganhou feição de burgo urbano, não mais deixando de crescer e de se valorizar, até se transformar de velho burgo de pescadores na actual cidade, importante zona de turismo e uma das maiores e mais concorridas praias de Portugal. Talvez a mais antiga praia de banhos, pois já na acta da sessão camarária de 5 de Junho de 1776 se lê: «...muita gente que a ela vinha comprar peixe também aos banhos de mar». |