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» Circuito 2 - A urbe tradicional
 
A Póvoa é uma cidade de pergaminhos milenares: a referência documental mais antiga data de 953 e consta na carta de venda do prédio rústico de Villa de Comite. O reguengo Varazim de jusão recebeu, em 1308, a sua primeira carta de foral, mas só em 1514 viria a alcançar uma autonomia plena com a carta de foral que D. Manuel I lhe concedeu.

O povoado medieval teve o seu polo numa zona um pouco interior e daí se foi expandindo para poente, em direcção à praia. No século XVI, desenvolveu-se um núcleo urbano na área correspondente hoje as imediações da Matriz, e que se tornou o centro municipal da vila em pleno progresso.
 
» Ponto de Partida: Posto de Turismo
 
   

   
Saindo do Posto de turismo, e ainda na Praça Marquês de Pombal, encontra o MERCADO MUNICIPAL, um mundo privilegiado da mulher, quer como comerciante quer como compradora.
No meio de um mostruário de peixes e um mar de cores de frutas e legumes, a mulher, peixeira, lavradeira ou citadina, dá-lhes o toque humano, muitas vezes carregado de significado etnográfico.
Vire agora para nascente, pela Av. Mouzinho de Albuquerque, em direcção ao Largo das Dores, onde se concentram importantes serviços públicos, como o Hospital e o Palácio de Justiça. Antes, porém, espreite ara norte, pela R. Cons. Abel Andrade, onde se encontra a Escola Secundária Eça de Queirós.
   


Neste quarteirão, concentram-se estabelecimentos de todos os graus de ensino e, como que a coroar esta área de aprendizagem e saber, também a BIBLIOTECA MUNICIPAL se encontra aqui instalada. Este edifício resulta numa feliz e harmoniosa conjugação entre a arquitectura tradicional e a moderna. Do conjunto da construção destaca-se a fachada de granito trabalhado do antigo Orfeão Povoense que contrasta com a estrutura leve e envidraçada do corpo do edifício.
   
De regresso ao LARGO DAS DORES há que reparar melhor no seu conjunto arquitectónico, onde se destacam dois templos: o da Misericórdia e o da Senhora das Dores.
   

A IGREJA DA MISERICÓRDIA, situada a poente do hospital, enquadra-se num espaço amplo que faz realçar ainda mais a sua frontaria, onde a colagem de volumes arquitectónicos de diferentes estilos (neo-clássico em baixo e barroco em cima) lhe conferem grande originalidade. Este Templo, concebido por Adães Bermudes, foi benzido em 12 de Agosto de 1914. No lado nascente do largo está a IGREJA DA SENHORA DAS DORES.
De formato pentagonal e estilo barroco, data dos finais do século XVIII, embora só em 1866 tenha adquirido o aspecto actual com a conclusão das 6 pequenas capelas circundantes. Representadas por esculturas de tamanho natural, estão aqui ilustradas seis dores de Nossa Senhora, estando a sétima no próprio altar-mor.
Tem um carrilhão manual de 16 sinos de bronze.

Feita a visita à igreja das Dores siga pelo arruamento que lhe fica a sul. Continuando para nascente, pela Rua da Moita, encontrar-se-á na Rua de S. Pedro onde deve virar à direita, rumo à IGREJA MATRIZ.









Inaugurada em 1757 este é o templo mais antigo e significativo da cidade. De traça barroca, o seu interior está recheado de lindos altares de talha dourada "Rocaille", da época da construção da igreja e o candelabro, candeeiro, estante, tocheiros e pia baptismal recentes, também em talha dourada, executados pelo artista poveiro António de Castro (Quilores).



   
Na área circundante da igreja, encontram-se algumas construções várias vezes centenares. Na Rua da Igreja, um pouco para nascente da Matriz, um solar com capela, recentemente recuperado, e nas esquinas frente ao templo outras duas, tendo sido a que está no lado poente a sede dos primitives PAÇOS DO CONCELHO.
Data do século XVI esta construção de um andar, com aspecto de residência senhorial, e que assenta sobre 5 arcos. Na sua fachada, entre as suas únicas janelas, por cima do arco central, sobressaía, em tempos, uma Pedra de Armas. A entrada lateral processa-se por uma escadaria exterior com sólido resguardo de pedra.
Construído no centro cívico da vila de então este é um dos símbolos da autonomia que o povoado foi conseguindo e que teve, no século XVI, um momento alto.
 
Tomando a direcção poente, seguindo pela Rua da Igreja, observe os vários arruamentos que a ela vêm desaguar. É a oportunidade de conhecer algumas RUAS TRADICIONAIS. Estas ruelas estreitas, asseadas e singelas, formam, um quadro aprazível que os lampiões tradicionais reforçam.
   
No inicio do Rua do Visconde de Azevedo encontrará o ARQUIVO MUNICIPAL, a nascente, e o MUSEU MUNICIPAL DE ETNOGRAFIA E HISTÓRIA, a poente.
Este edifício brasonado da segunda metade do século XVIII, conhecido por solar dos Carneiros, e que sofreu, ao longo dos anos, várias alterações de estrutura e pormenor.
Fundado em 1937 pelo etnógrafo poveiro António dos Santos Graça, é um Museu em permanente mudança: que se visita hoje e amanhã sempre diferente; sempre renovado!


   
Desça pela Rua Visconde de Azevedo. Mais uma vez repare nos enfiamentos das ruas que aí afluem. Vai encontrar o Largo Eça de Queiroz, enquadrado pela casa onde nasceu o escritor, um singelo cruzeiro e um FONTENÁRIO de duas bicas, construído em 1855 e recoberto em 1955, com um painel de azulejos representando a passagem bíblica da "Samaritana dessedentando Cristo".
   
Descendo sempre, encontra-se no topo nascente da Praça do Almada, verdadeira "Sala de visitas" da cidade. Zona nobre por excelência. De forma oval, possui um amplo jardim central e à sua volta congrega-se um dos mais interessantes conjuntos arquitectónicos da cidade. Este é também o seu centro cívico; aqui se concentram os principais símbolos da autonomia concelhia de ontem e de hoje, como é o caso dos PAÇOS DO CONCELHO.


A arcada da frontaria, desenhada em 1790/91 pelo Engenheiro francês Reinaldo Oudinot, sugere a estrutura arquitectónica e decorativa da Feitoria Inglesa do Porto. Foi inaugurado em 28 de Dezembro de 1807. Entre 1908/10 sofreu profundas obras de ampliação e decoração orientadas pelo etnó1ogo Rocha Peixoto e pelo pintor belga Joseph Bialman: torre e azulejamento interior e exterior do edifício.


  
   
Ainda no lado nascente da Praça, o MONUMENTO A EÇA DE QUEIRÓS. O grande escritor nasceu nesta cidade em 25 de Novembro de 1845, na Praça do Almada, numa casa sinalizada por placa de bronze de Teixeira Lopes alusiva ao acontecimento. 0 monumento da autoria do escultor Leopoldo de Almeida foi erigido em 1952, por subscrição dos poveiros no Brasil.
   
No topo poente da Praça do Almada vai encontrar o PELOURINHO. É constituído por uma coluna de pedra, assente sobre degraus, tendo no alto do fuste a esfera armilar, emblema do Rei D. Manuel I que deu autonomia à Póvoa de Varzim, em 1514, única peça do primitivo pelourinho erigido naquele ano e reconstruído em 1854.
   

Siga agora pela Rua Dr. Sousa Campos e pela Praça da República. Aqui se encontra a CAPELA DE S. TIAGO. Este templo tem origem num templo anterior que aí existia desde o século XVI, em honra de S. Roque. No entanto, o crescimento do culto de S. Tiago justificou a mudança da invocação e a construção de um templo maior - o actual, datado dos finais do século XIX. Paralelamente ao lado norte da capela faz-se a entrada para a RUA DA JUNQUEIRA. Artéria que faz a ligação do centro da cidade Tem origem num templo anterior que aí existia desde o século XVI, em honra de S. Roque. No entanto, o crescimento do culto de S. Tiago justificou a mudança da invocação e a construção de um templo maior - o actual, datado dos finais do século XIX.

Paralelamente ao lado norte da capela faz-se a entrada para a RUA DA JUNQUEIRA. Artéria que faz a ligação do centro da cidade à praia. Pedonal desde 1955, tem um papel fundamental no tecido urbano. Com um forte sentido de local de encontro e uma excelente vitalidade comercial, é rica em construções do século XIX e princípios do século XX. A semelhança da Praça do Almada, estes edifícios sugerem, normalmente, uma tipologia simples de rés-do-chão comercial e dois andares, sendo de salientar a utilização de materiais de elevado apuramento estético, como o caso do granito na marcação da estrutura da fachada a azulejaria bastante diversificada. A esta riqueza de composição de alçado acrescente-se, ainda, as belas varandas de ferro forjado.






   
Já no Largo Dr. David Alves, e seguindo rumo ao mar, há a referir o edifício da Residencial L.B., é o mais antigo estabelecimento hoteleiro em actividade. Aqui se instalava o grande escritor romântico, Camilo Castelo Branco, aquando das suas estadias na Póvoa.
   
Pode regressar ao Posto de Turismo percorrendo a Rua da Junqueira no sentido inverso, aproveitando para fazer algumas compras nas númeras lojas de comércio tradicional aí instaladas.
 
   
 
 
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