Situa-se junto ao mar, entre as freguesias da Estela pelo norte, Navais pelo nascente e Aver-o-Mar pelo sul. Fica situada 6 km a norte da Póvoa de Varzím, em plena faixa litoral. Está praticamente assente sobre dunas de areia.
Por estranha ironia, o seu nome não vem da areia, mas da pedra, como se lê na Inquisição de 1258 «...in Petra Aguzadoira que est in termino de Nabaes». Pedra de aguçar ou amolar instrumentos agrícolas, como refe a tradição oral, ou pedra aguçada de sentido cultural, como outros sugerem, ela fixou-se na memória do povo e deu o nome ao lugar.
Este desenvolveu-se muito lentamente; os primitivos casais, não resistiam à agressão das areias impelidas pelos ventos rijos do mar.
Só no séc. XVIII, o povoado tomou expressão demográfica e os 25 chefes de familia existentes em 1730, decidiram-se a pedir ao Visitador licença para construir aí uma capela, pretensão sempre frustrada pela oposição do reitor de Navais, a quem pertencia o lugar. Só em 1873 ela se concretizou sendo, nesse ano, inaugurada a Capela de Nossa Senhora da Boa Viagem. Nesta data, a população do lugar excedia já a matriz e a partir daí deu-se uma autêntica explosão demográfica.
A criação da freguesia, porém, enredada nas tramas políticas, só se deu por decreto de 14 de Outubro de 1933, que a desanexou de Navais.
No ano seguinte, por provisão de 25 de Julho de 1934, é criada a paróquia de Nossa Senhora da Boa Viagem.
A freguesia mais nova do Concelho da Póvoa de Varzim é também a mais próspera, não só pelas qualidades de trabalho do seu povo, como pela riqueza da terra arenosa que cultivam. Aqui produzem-se em colheitas abismais, a batata, a cebola, a cenoura, o alho e toda a espécie de hortaliças, que vão sortir os mercados do Porto, Maia, Matosinhos, etc... Na sua praia sai algum peixe e, por vezes, abundantes «mariadas» de argaço.
Possui o maior templo religioso do concelho, que é a sua igreja paroquial, onde se celebra anualmente em 24 e 25 de Julho, a grandiosa festividade de Nossa Senhora da Boa Viagem - Padroeira desta freguesia.
Próspera e densamente povoada, deve este sucesso à transformação das áridas dunas em campos viçosos e produtivos, denominados Campos de Masseira.
A população dispersa-se pelos lugares de Santo André, Granjeiro, Fieiro, Codicheira, Areosa, Caturela e Aldeia.